sábado, 10 de maio de 2008

Salvem as nossas tradições


No outro dia fui levantar uma receita da minha avó à farmácia - aliás, diz-se "aviar", se bem que o que me apetecia aviar era a menina que me atendeu - e descobri, com horror e consternação e enorme pesar, que já não se registavam os medicamentos vendidos da mesma forma.

Agora só passam um leitor de código de barras pelas caixas e depois imprimem no próprio papel da receita a confirmação daquilo que foi efectivamente "aviado".

Tudo bem que é mais prático, mais rápido, há mais controlo daquilo que é efectivamente receitado e vendido, etc...

mas...

então...

isso significa...

Sim!!!

Significa que se acabou com uma tradição bem bonita do artesanato 'tuguês.
Já não se fazem belos recortes e colagens das etiquetas dos medicamentos. Ficará apenas na memória de alguns o modo simples mas preciso, delicado e até artístico como se recortava o código com um X-acto e depois colava na receita com a bela da fita-cola.

E agora, será mais uma bela tradição das nossas gentes a cair no esquecimento... ou será que se vão começar a fazer workshops deste tão apreciado ofício?

Pelo sim pelo não, e porque afinal de contas agora até está na moda, decidi criar uma petição online para que não deixem morrer o cortar e colar das etiquetas dos medicamentos.

Subscrevam, juntos venceremos... ou não...

"Assinem" aqui! para Salvar o Corte e Colagem das Etiquetas

Se por acaso aparecerem uns símbolos marados em vez de acentos no texto, a responsabilidade não é minha... mostraram o texto bem antes de confirmar e depois é que apareceu assim... e não dá para mudar... está bem que não lhes vou pagar nada, mas também não exageremos...

4 comentários:

Pedro disse...

lindo!

completamente apoiado!

assinado em branco!

pedro @ lancheira.com

abraço

Anónimo disse...

Deixa ver se adivinho: Pediste para tirar a foto, uma caixa de preservativos e um test-drive ao produto.

Rebarbado!

vociferos disse...

Confirmo, já não "Aviam" como antigamente!Só no omerta!

Abraço

Pedro disse...

É triste: anda uma pessoa a estudar tantos anos, a praticar tantas horas com o x-ato, e agora já não se pode aviar à boa maneira do antigamente...
Apoiado, nomeadamente, em completo e absoluto.