Caros leitores, peço desculpa pela minha pouco activa participação neste espaço de sabedoria e lazer, mas tenho andado ocupado com... coisas! Enfim, passando este capítulo de desculpas, vamos ao que realmente interessa.
Ouço muitas vezes, por exemplo, no futebol, em jogos entre colossos dessa bonita modalidade, o relatador elogiar este ou aquele jogador, e a certa altura diz, por exemplo: E aí está, mais uma monumental defesa de Gianluigi Buffon, que é considerado por muito como o melhor guarda redes à face da terra! Ora bem, pausa agora... Vamos reflectir sobre estas palavras:"É considerado por muitos"... Impõem-se algumas perguntas sobre este comentário. Afinal quem são estes muitos? São especialistas do futebol? Que especialistas? Jornalistas, relatadores da bola? É que relatadores raramente coincide com "especialistas do futebol" :P.
Bem, é que raramente se vê um senhor com ar imparcial e credível a dizer: venho por este meio informar que considero Gianluigi Buffon o melhor guarda redes à face da crosta terrestre.
É óbvio que ninguém, ou quase ninguém discorda que Buffon, Cech ou Casillas sejam dos melhores guarda redes do mundo, mas esta expressão "É considerado por muitos"
leva-me a pensar noutra questão:
Um guarda redes chinês da 3º divisão da liga chinesa de futebol pode ser considerado por muitos como o melhor guarda redes do mundo, pois eles são mais que as mães! Será qualquer um que tem credibilidade para fazer parte dos "muitos" que consideram este ou aquele jogador um grande jogador ?
Pensem nisto :D
A propósito, este blog é considerado por muitos como o melhor blog do mundo (:
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
É verdade sim senhor .
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Um quarto de centena de milhar
É verdade, apesar de algumas dificuldades técnico-tácticas e outras de índole mais ou menos obscuras dos últimos tempos, este blog, verdadeiro poço sem fundo de cultura, divertimento e textos de uma inteligência incomensurável atingiu o número fantástico de 25 mil visitas em cerca de ano e meio... nice, muito nice.
Para breve mais um "apanhado" do tipo de visitantes que por aqui passam e outras coisas comemorativas da efeméride.
Cya o/
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Ainda é um bocado cedo não?
Habituado que estou a ver as lojas e ruas das cidades enfeitados para o Natal assim que começa a escurecer mais cedo, o sol já só aparece palidamente e nem aquece nem arrefece, o aroma das castanhas assadas paira pelas ruas da baixa das cidades, as árvores estão despidas de folhas e agradecem o cachecol (por vezes manto) de luzes... enfim, quando realmente começa a apetecer que venha o Natal...
Então não é que fui surpreendido no último sábado por algo de totalmente inesperado (que é o que geralmente acontece quando somos surpreendidos)... apesar de se dizer à-boca-cheia que "o Natal é quando o Homem quiser", parece que o LIDL levou o ditote à letra e decidiu que "o Natal é quando o LIDL quiser", e por isso neste momento, se forem ao LIDL vão encontrar aquilo a que eles chamam: "Natal, a partir de 02/10"!
Assim mesmo, sem rodeios, o LIDL decidiu que a partir de 2 de Outubro era Natal, e que os pais podiam começar já a deixar de levar os putos com eles às compras para que não aconteça as cenas que presenciei, com os pequenotes a pedirem aos pais que comprassem um pai natal de chocolate ou um calendário de Natal... que só vão poder usar daqui a 2(DOIS) meses...
Fui à procura no site do LIDL se para a semana já tinham disfarces para o Carnaval, mas devem querer fazer uma surpresa ao pessoal...
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Coisas que o 3310 faz e o iPhone nem sonha fazer
Enviaram-me esta bela imagem que compara o melhor telemóvel que alguma vez tive com uma espécie de coisa grande, supostamente bonita e que deveria (esperemos bem que não) passar a ser padrão neste tipo de dispositivos e tornar todos os outros obsoletos...
Para além dos pontos "apontados" - digamos assim - de referir algumas coisas que o 3310 fazia (e ainda vai fazendo com brio, competência e simplicidade) e que o iphone apenas pode sonhar vir a ter:
- Capas removíveis - pode parecer "parolice" mas quando se risca um iphone faz-se o quê? Vai-se a um pintor de automóveis? Ou para evitar esse tipo de acidentes, deixa-se o "bicho" em casa fechado num cofre e anda-se com um 3310 no bolso para telefonar?
- Bateria removível - nesta têm de concordar que é essencial e não se trata de um simples pormenor. É ponto assente que uma bateria tem uma vida limitada e se vamos para algum lado onde previsivelmente não haverá electricidade, levar uma ou duas baterias suplentes vai dar jeito... principalmente se se puserem a ver filmes no vosso iCoiso...
- Tamanho pocket Friendly - que é como quem diz: dá-para-meter-no-bolso-sem-que-pareça-que-tenho-uma-paralisia-qualquer-na-perna-por-causa-do-modo-parvo-como-ando-fruto-daquilo-que-carrego-no-bolso. Lembro-me de começarem a chamar o meu 3310 de tijolo quando outros modelos mais pequenos surgiram... devem ser os que carregam agora com uma ardósia no bolso.
- Fiabilidade a toda a prova - quedas, pequenas molhas, dedadas... quase todo o tipo de abuso era permitido ao 3310... experimentem num iNaometoques
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Devem fumar pouco devem...
Apesar do título não vou falar de política (nem de políticos), nem de outras decisões que nos afectam no dia-a-dia e que nos sacam sempre os últimos tostões do bolso.
Não, é um assunto um bocado mais light mas que me mereceu alguma reflexão -ou como dirão alguns, do tempo que tenho disponível para não fazer nada- e que gostaria de muy generosamente partilhar convosco...
Imaginem que queriam comprar 1 vinho para uma ocasião especial (ou para outra qualquer), de certeza que não iam escolher um que se chamasse "Carrascão" ou "Água tingida de vermelho" assim como ninguém (no seu perfeito juízo) alguma vez ponderaria comprar um carro (fosse de que marca fosse) cujo o modelo se chamasse "Desastre Iminente" ou "Assassino" ou "Caixão Rolante"...
Por muito que o nome correspondesse efectivamente à qualidade (ou falta dela) do produto, parece-me boa prática comercial e de marketing "maquilhar" os defeitos com nomes pomposos, coisas que entrem pelo ouvido e nos façam parecer melhores pessoas só por dizermos que comprámos isto e aquilo e aqueloutro cujo nome evoca logo heróis do passado e cavalgadas épicas rumo ao sucesso...
Nesta altura, já devem vocês (sim, porque sei que são pelo menos 2 os leitores deste espaço) estar a pensar que nunca mais desenvolvo e a imaginarem que tipo de... coisa... é que despertou tamanho interesse...
Bem, digamos que uma passagem pelo Continente ou Modelo, na área de produtos de higiene bastou...
Depois de tudo o que disse acima, e que parece ser, digamos no mínimo lógico, alguma pessoa, minimamente ciente das suas acções, iria confiar numa marca de preservativos cujo nome é:
... tan tan tan tan...
Family
Sim, leram bem... existe, pelo menos nas lojas mencionadas, à venda caixas de preservativos cuja a marca é Family...
Se bem me lembro, uma das principais ideias por detrás do uso do preservativo é exactamente a não constituição de família... (para os mais desatentos Family é em inglês o equivalente a Família em 'tuguês)... já agora podiam ter-lhe chamado Sífilis ou AIDS, que ia dar ao mesmo...
Face a isto posso concluir algumas coisas:
- O gajo que se lembrou do nome era um estagiário com sentido de humor e o chefe de marketing uma grande besta que nem olhou para o documento que assinou...
- O nome reflecte a qualidade do produto e nesse caso é melhor ficar afastado dele...
- Os gajos são uns visionários e inventaram o conceito de preservativo familiar, no sentido em que é deixado em casa num local acessível a todos, para que pais, avós e filhos possam ter sempre um (ou mais consoante a idade e vontade) disponível sempre que necessário... já estou mesmo a ver o filho a sair de casa e a dirigir-se ao armário dos "doces" para ir "seguro" para a noite e descobrir que a "mana" já levou os sabores que ele mais gosta (se bem que é duvidoso o gajo "gostar" mais de um pêssego do que de morango, mas isso são contas de outro rosário) e desatar a fazer queixinhas à mãe ou ao papá...
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Engenharias...
Regra geral não faço disto (colocar aqui coisas que recebo por mail) a menos que ache mesmo piada... o que em 99% dos casos não acontece, mas aqui vai então, não sabendo se é verdade ou apenas mais um "Mito Urbano":
Argumentação de um 'engenheiro' português que foi apanhado a 250
Km/h numa estrada onde o limite era de 70 Km/h.
Ex.mo Sr. Dr. Juiz,
Meritíssimo:
Confirmo que vi na estrada a marca de 70 em números negros inscritos num
círculo vermelho, sem qualquer informação de unidades.
Ora, como sabe, a Lei de 4 de Julho de 1837 torna obrigatório em Portugal o
sistema métrico, e o Decreto 65-501 de 3 de Maio de 1961, modificado de
acordo com as directivas europeias, define, como unidade DE BASE LEGAL, as
unidades do Sistema Internacional, SI. Poderá confirmar tudo no site do
Governo.
Ora, no sistema SI, a unidade de comprimento é o 'Metro', e a unidade de
Tempo é o 'Segundo'. Torna-se portanto evidente que a unidade de Velocidade
é o 'Metro por Segundo'. Não me passaria pela cabeça que um Ministério
aplicasse uma unidade diferente infringindo as leis vigentes.
Assim sendo, os 70 Metros por Segundo correspondem, exactamente a 252 Km/h.
Ora a Polícia afirma que me cronometrou a 250 Km/h o que eu não contesto.
Circulava portanto 2 Km/h abaixo do limite permitido.
Esperando a aceitação dos meus argumentos, de V. Exa..
António Nogueira
(Engº Civil, IST)
*NOTA: O ENGENHEIRO NÃO FOI CONDENADO*
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Farol
O que será pior?
Desistir de pé, mas sem lutar, por parecer impossível...
ou
insistir em lutar pelo impossível até cair...
e magoando-se mais ainda?
Noutras alturas da minha vida saberia qual escolher, seria fácil...
quase sempre foi...
uma onda maior nunca foi problema, dá-se um passo atrás e ela já não nos rebenta em cima...
mas...
e se me apetecer mergulhar?
descobrir o outro lado do mar...
será um outro Mundo ou apenas mais uma e outra, e outra...
milhentas ondas sucessivas que apenas me quererão derrubar?
Ninguém se aventura mar adentro sem embarcação...
serão todos eles cobardes?
Ou será porque sabem que apenas a vontade de chegar não é suficiente para ultrapassar a tempestade...
Preciso então de uma embarcação...
preciso ainda de saber que rumo tomar...
mas mais do que tudo...
preciso de um farol que me ilumine...
e se ele estiver do outro lado da onda como poderei alguma vez vê-lo?
Voltamos à mesma pergunta, às mesmas dúvidas...
mas com uma única certeza...
raras vezes senti que valia a pena não desistir...
e é isso que ainda me faz querer levantar a cabeça...
onda após onda...
até ver alguma luz...
ou um mar infinito de ondas sucessivas que me esgotem...Mais uma posta do FoRNeiRo às 01:53:00 2 testemunhos Tweet